Saturday, 15 May 2010

Espéce trigésima quinta

Em primeiro lugar gostaria de declarar a minha espéce por não publicar no "Faz-me espéce" há já muito, porém não é essa a minha espéce reservada para a espéce trigésima quinta. Ora, a mim sinceramente faz-me realmente assaz espéce viver num país onde apenas se abordam, no seio popular, assuntos de três ordens: Política, Futebol e Religião. Para realçar esta minha espéce, tenho todo o prazer em referir João César Monteiro: "O serviço público (meios de comunicação) não devia existir, não serve para nada, não serve nada nem ninguém, não gosto de televisão, dispenso, só tem estória...."

Thursday, 25 March 2010

Espéce trigésima quarta

Esta espéce é um dois em um. Primeiro, faz-me espéce que esta espéce me faça espéce há tanto tempo. Aliás, lembrei-me agora, é um três em um: faz-me espéce que esta espéce seja sempre mal interpretada. Mas o fulcro da espéce é, de facto, Leonor Borges. Que venho a descobrir ser amiga comum de facebook de alguns amigos. Que creio ter-se cruzado hoje comigo na faculdade. E que me incomoda. Que me incomoda bastante. E, não, eu já não a amo (daí a segunda sub-espéce). Mas não a quero na minha vida, nem assim, nesta meia distância. Esta criatura devia estar tão morta, factualmente, como o está no meu coração.

E, pronto, entendam o que e como quiserem. Já sei que nunca adianta de nada falar disto.

Friday, 19 March 2010

Espéce trigésima terceira

Incomoda-me sobremaneira ser uma criatura de mil novecentos e oitenta e três que se encanta com muita facilidade por seres do sexo feminino que, por vezes, podem encontrar-se no limiar da maioridade, particularmente tendo efectuado um reingresso num curso onde a maior parte da fauna possuidora de vulva tem, precisamente, entre dezoito e vinte anos de idade. E o auge desta espéce dá-se quando, em convívio uma tarde inteira com Sara Marina Oliveira Bernardino, que, não o escondo de ninguém, me apraz assaz a vários níveis, passo o tempo a fazer ligeiras e não tão ligeiras insinuações a esse facto, que são constantemente goradas e cortadas pela raíz quando a bendita menina só responde na base do "eu quero um rapaz bonito e com barba QUE TENHA ENTRE VINTE E VINTE E DOIS" e do "devias arranjar alguém da tua faixa etária."
Ora, a minha faixa etária é inexistente, neste momento, pelo menos no sentido em que não conheci ainda ninguém que preencha esse requisito e, para além disso, esta coisa do encanto, tal como o amor e a paixão, não se controla propriamente. Ainda a acrescentar a esta problemática, dá-se que não sei ao certo como meter conversa e conviver com as donzelas que me são agradáveis em primeiro contacto visual, sendo que isso me restringe muito às pequenitas (não tão pequenitas, que me façam incorrer num processo-crime, também) que já conheço e com quem convivo mais frequentemente.

E, obviamente, faz-me espéce não ter ninguém na minha vida, uma espéce ulceral que me incomoda e me faz, bastantes noites, nem conseguir dormir.

Sunday, 7 March 2010

Espéce trigésima segunda

Como alguns já sabem vivo, de momento e por motivos académicos (ou, de momento, semi-académicos) em Lisboa com o meu irmão e mais um colega/amigo. Entretanto, a casa onde coabitamos possui apenas um quarto (um T1, portanto) e esse mesmo compartimento está ocupado pelo meu irmão, pela sua cama e pela sua secretária. A sala, por sua vez está ocupada por mim e pelo meu colega, partilhando um beliche e um móvel de sala que serve de guarda-roupa e estante de livros (um multi-funções, meus amigos!). Não é que isto me incomode porque, na verdade, não incomoda mesmo. O que me incomoda é que o meu irmão queira mandar em tudo o que está adjacente à casa, e às pessoas que a habitam. Se ele tem um quarto só dele acho que deveria mandar no seu quarto e, eventualmente, dar umas opiniões sobre a casa de banho e a cozinha. Já sobre a sala, deveria limitar-se à sua passividade intelectual e dormir sobre os assuntos que o incomodem porque não são da conta dele!
Pronto, eu gosto de levar lá pessoas de quem gosto a casa que, eventualmente, podem acabar por pernoitar por lá caso haja autorização do meu amigo e colega de quarto/sala já que a esse sim, devo explicações.
Faz-me muita espéce que ele me venha mandar mensagens a dizer que isto ou aquilo não se volta a repetir só porque ele é dono e senhor do mundo. Eu também mando pessoas para o caralho, com murros no nariz, se for preciso.

Friday, 5 March 2010

Espéce trigésima primeira

Ora bem, nestes últimos dias (aliás, nestas últimas semanas) tem chovido a cântaros e, como não aprecio andar com guarda-chuva - para evitar a peculiaridade semântica de "chapéu-de-chuva/chapéu" -, tenho caminhado por aí como um tresloucado, a apanhar com aguinha na cachola, coisa que me entristece deveras. Mas, enfim, não é isto que me causa espéce; o que sucede é que, lá está, há indivíduos precavidos e que prezam o seu estado de secura corporal e de indumentária, que vagueiam por essas ruas envergando os ditos guarda-chuvas, alguns deles de dimensões consideráveis. Mais uma vez, nada tenho a obstar em relação a isso, até enalteço essa atitude preocupada. O problema reside nisto: como não tenho essa barreira entre mim e a chuva, costumo tentar andar mais rente aos prédios, ou, quando possível, caminhar por sob galerias cobertas ou somente algerozes salientes que me protejam da pluviosidade. E sucede também que esses seres devidamente resguardados decidem passar também por baixo dos mesmos locais, em vez de andarem mais pelo lado de fora dos passeios, como se também tivessem necessidade disso, "empurrando" todos os utentes da via pública não-impermeabilizados para locais mais a céu aberto, onde acabarão por se molhar todos.

Senhores: se têm guarda-chuva, por amor da santa, ao menos deixem quem não tem resguardar-se o melhor possível, caminhando junto às paredes, e tentem facilitar mais o trânsito pedonal dessas pessoas.

Thursday, 25 February 2010

Espéce trigésima

Esta espéce já devia ter sido publicada há umas semanas, quando retomei a minha vida académica. Coisa que, no fundo, não me faz absolutamente espéce nenhuma, é, aliás, uma coisa bastante boa.

A espéce em questão resume-se ao estado de espírito e forma como a grande fauna académica dos dias de hoje (já se passaram oito ou nove anos, desde a minha original entrada no mundo universitário), que exemplificarei com a situação seguinte: estava eu, vosso caríssimo, à procura da sala 43, sala que apenas esta semana sei onde fica, e onde teria Literatura Inglesa Contemporânea, até me aperceber do quão tarde já era, quanto tempo já tinha perdido na sua busca hercúlea, e tendo desistido dessa demanda, quando vejo o professor da cadeira propriamente dita sair do Bloco B2, cercado de perto por todo um séquito de crianças de 18 e 19 anos. Acerquei-me de uma criatura que me pareceu pessoa para ter estado na aula e inquiri-lhe amigavelmente se tinha, de facto, frequentado a supra citada aula do Professor Carlos Ceia, e se poderia, eventualmente, dar-se ao trabalho de me facultar quaisquer folhas e/ou informações que pudessem eventualmente ter sido divulgadas. Tudo isto, partindo do princípio de que as coisas são como eram antigamente, em que todos, ou a maior parte de nós (creio que mesmo todos) arranjavam apontamentos, folhas, informações e afins uns aos outros, quanto mais não fosse, na base do "se eu precisasse de pedir também gostava que me arranjassem isto, portanto, deixa-me facultar, fornecer, etc." Mas a jovem moça, olhando-me de alto a baixo, fez um esgar de superioridade e perguntou apenas "não foste à aula?", pergunta à qual prontamente respondi um sincero "não", só para ser presenteado com um desagradável "olha, FOSSES!", seguido de um voltar de face na direcção oposta e um abandono daquele mesmo espaço físico.

Se fosse há uns anos, e eu não tivesse aprendido certos comportamentos sociais, garantidamente que essa donzela teria que ter ouvido qualquer coisa como "olha, fosses mas era tu ao caralho."

Tuesday, 8 December 2009

Espéce vigésima nona

Faz-me uma espéce mesmo muito aguda que algumas pessoas iluminadas, só por sentirem algum apreço por mim, ou acharem que o sentem, me estejam sempre a advertir em relação à pessoa por quem estou apaixonado e com quem me estou a envolver, só porque graças a uns outros idiotas têm uma imagem deturpada e falsa da rapariga em questão, e me dêem socos nas costas quando me vêem com ela, e passem a vida a mandar bocas e conselhos, do género "não te metas nisso, que vai acabar mal", e "homem que é homem tem juízo". Ou amigos próximos que falaram com essa pessoa na net, no passado, e só por terem pessoas comuns no mesmo passado acham que a pessoa não é indicada para mim, e que só me vai é fazer mal, apesar do bem que me vai fazendo por enquanto.

O que não me faz espéce absolutamente nenhuma é estar verdadeiramente apaixonado e feliz e a curtir todas as coisas boas que daí advêm.

Saturday, 28 November 2009

Espéce vigésima oitava

Neste post gostava de incluir duas espéces, para poupar, e não ter toda uma série de artigos seguidos. Cá vai:

1. De forma muito geral, faz-me espéce que a igreja católica seja tão anti-homossexual, particularmente quando cerca de 45% (e estou a ser MUITO simpático) das pessoas que a formam - e que, segundo a própria igreja, SÃO Igreja - são, precisamente, homossexuais, ainda que, alguns, recalcadamente. E faz-me espéce que, graças aos meus antecedentes familiares, me venham com abaixos-assinados contra o casamento entre homossexuais, numa petição organizada e coordenada por elementos da igreja, dando-me uma seca de meia hora, que eu nem ouço, só para, no fim, dizer que não assino, deixando as pessoas escandalizadas.

2. Esta espéce ainda está muito patente, sendo que, ultimamente, tenho desenvolvido sentimentos de bastante afeição por uma criatura assaz interessante, especial, bonita, etc, e, quando saio com ela, geralmente para o bar onde, enfim, nos conhecemos, faz-me muita espéce a testosterona dos outros machos circundantes, que quase me queimam buracos na pele, com os seus olhares de "ai, seu patife, eu tinha visto esse mulherão primeiro!" Toda a situação de animal assanhado a defender a sua pseudo-propriedade me faz muita espéce, até porque não sou nada dessas merdas... e ainda gostava de acrescentar que me faz muita espéce todos os elementos do sexo masculino que dirigem a palavra à pessoa supra-citada acharem que a sua cara está no seu decote.

E, basicamente, é isto.

Tuesday, 6 October 2009

Espéce vigésima sétima

Sendo eu um indivíduo que gosta de sair à noite, não sou propriamente a mais sociável das pessoas, gostando de sair apenas com um muito restrito grupo de pessoas. Diga-se, umas sete ou oito, e nem todas ao mesmo tempo (por impossibilidade de uns saírem ao mesmo tempo dos outros e por outros factores, dos quais não me lembro). Portanto, não sou muito aberto a que gente nova se junte ao grupo, para além de que sou muito rápido a julgar esses recém-adicionados elementos, pondo-me sempre numa posição talvez demasiado defensiva.
Agora, a questão é que me faz realmente espéce que pessoas se sentem à mesa comigo e com amigos, estávamos nós a conversar e a tentar conviver (e escrever), e a primeira coisa que um desses bonitos jovens diz é "não conhecia isto. Não é mau. Sabes o que é que falta aqui? Uma televisão.", sendo que suscitou logo o aval psicológico de outro ser, este do sexo feminino, mas nem por isso mais interessante, que acrescentou "ya, ou, ao menos, uma cena de vídeo, ou dvd!"

Faz-me espéce que, em sítios onde se está tão bem à noite, e que cumprem a sua função de bares e de locais de convívio, sempre com música tão boa, ainda por cima, alguns energúmenos achem que o que fazia ali falta era a estupidez de uma televisão. O que só me leva a pensar o que é que raio é que essas pessoas fazem, quando saem à noite... ficam a beber minis enquanto vêem televisão num bar?

Monday, 5 October 2009

Espéce vigésima sexta

Faz-me espéce ter de ir para casa antes das duas da manhã, numa noite que podia ser bem mais longa só porque não tenho o raio da carta de condução ou, entretanto, uma emancipação que se veja ^^. Quero sair até às cinco da manhã sem que ninguém me chateie. Faz-me espéce chegar a casa sem sono e vir para o PC ouvir música quando se podia bem estar a conviver.

0.o crap!

Friday, 14 August 2009

Espéce vigésima quinta

É sem grande prazer que anuncio neste local destinado ao efeito, que me faz espéce o 15 (quinze) de Agosto! Por diversas razões (duas mais concretamente!), a primeira é que há tourada pelo menos nas Caldas da Rainha e a segunda é porque é feriado sem que eu perceba muito bem porquê... Há ainda uma terceira razão, que se deve essencialmente à pronuncia do dito dia. Quinze de Agosto soa mal, pelo menos para mim...

Saturday, 20 June 2009

Espéce vigésima quarta

Ao entrarmos nesta época do ano, o verão especificando mais, começo-me a assustar com os inúmeros anúncios não só televisivos mas também no próprio local da chacina, digamos assim... Estou-me naturalmente a referir a esse "espectáculo" tão aclamado pelo povo que é a tourada. E o que há dizer da tourada? Algumas coisas, e infelizmente coisas nada bonitas... Primeiro, há que dizer que a tourada faz-me realmente bastante espéce, mesmo muita... Depois ao pensar nos pobres animais, que vão ser massacrados para bel-prazer do público, vem-me uma enorme tristeza. Depois só há mesmo a dizer que a tourada é estúpida, sendo que ainda estou para descobrir donde vem a "arte" que tanta gente fala... Portanto ficam aqui alguns conselhos, sempre que vir uma praça de touros mande umas pedras com força, ou rasgue cartazes ou, se for meliante, escreva mesmo nas paredes da praça: "Isto é uma valente porcaria, animais!"...

Thursday, 18 June 2009

Espéce vigésima terceira

Faz-me espéce o circo... em particular os animais que são enclausurados sem escrúpulos (parecem "Ruculusos", como oiço agora nesta bela melodia) e, muitas das vezes até maltratados, quando, no fundo, os palhaços é que deviam levar umas boas chicotadas por fazerem o terror das crianças... e nem colocam bolinha vermelha no canto do circo para alertar os progenitores do perigo eminente.

enfim, o circo está à porta de minha casa... que é como quem diz ao pé da casa do Toino da Pipa, e eu não fui, porque me fazem espéce algumas coisas que por lá se passam.

Tuesday, 12 May 2009

Espéce vigésima segunda

Faz-me espéce não ter vagar para escrever no faz-me espéce, ainda para mais quando há tanta coisa na existência que me faz espéce. A existência faz-me espéce.

N.A.: Esta falta de "tempo" (não é falta de tempo, é mais falta de vagar, mesmo, por mais antiquada que a palavra pareça e seja, é também a que me parece designar melhor o que realmente sinto em relação a isto) para escrever no faz-me espéce, na verdade, e infelizmente, não se cinge a este blog... estende-se a todos os meus outros blogs e até mesmo ao que diz respeito a escrever em cadernos. Talvez até mais a escrever nos cadernos.

Sunday, 19 April 2009

Espéce vigésima primeira

Faz-me espéce (mas uma espéce algo recheada de ódio) que crianças me tenham furtado uma das minhas bolas de malabarismo na sequência de uma pequena actuação enquanto animador da denominada "noite da almofada" no Complexo dos arcos em Óbidos. As crianças, entre os 3 e os 8 anos de idade, sensivelmente, por várias vezes tentaram roubar-me as bolas, aproveitando-se de uma distracção para as levar para casa descontraídamente. Recuperei quase a totalidade, no entanto, algum catraio mais fugitivo terá ficado com uma. Faz-me espéce que tomem as criancinhas por inocentes que não o são, de maneira nenhuma.

Espéce vigésima

De todas as coisas que me têm feito ou vão fazendo confusão, impressão, comichão, espéce, no fundo, esta é a primeira que me abalou mesmo muito... dá-se que, sem que eu entenda muito bem porquê, um dos meus blogs mais antigos, o exanimatus, simplesmente desapareceu. E o estranho, como disse acima, é que não faço a menor ideia de como isso se processou. Tenho a certeza absoluta de não ter sido eu a apagá-lo, até porque já não estou ébrio há bastante tempo, e só de há uns dias para cá dei pela falta do blog. Não sei se tal coisa se processou devido a um qualquer erro da blogdrive, embora me custe a crer nisso, já que eles têm bons servidores, e, caso acontecesse irem terminar o préstimo dos seus serviços de alojamento, com toda a certeza informariam os utentes do seu servidor; não sei se foi alguém com pretensas intenções de hacking, e, se foi, não percebo o porquê de me terem escolhido a mim; não sei se terá sido alguém num espaço público, ou assim, já que nunca deixo as minhas informações guardadas em computadores públicos, e faço sempre questão de me certificar que toda e qualquer sessão que tenha iniciado nos mesmos nunca fique ligada; não sei se terá sido alguém cá de casa, entrando na minha sessão, mas também não percebo porque raio iria alguém cá de casa apagar definitivamente um dos meus blogs, quando sabem que, na prática, para todos os efeitos, aquilo é "a minha vida"... e ainda por cima, o que custa, é que nunca guardo backups de texto nenhum, as coisas que ali tinha eram, na verdade, únicas, e perderam-se praticamente todas (ainda salvei alguns textos que estavam guardados em cache, na net, mas muito poucos)... a blogdrive diz que não pode fazer nada, portanto, decidi criar um novo exanimatus, do zero, no mesmo endereço. Mas o que se perdeu não deixa de me provocar uma imensa e tremenda espéce...

Sunday, 1 February 2009

Espéce décima nona

Já agora gostava de deixar bem patente que me faz alguma espéce as pessoas que trabalham no negócio da restauração, nomeadamente as que exploram snack-bars e restaurantes, não saberem as marcas das coisas que têm expostas... é que eu, que não trabalho naquilo, é que não tenho obrigação de saber onde estão as coisas. E, geralmente, quando peço um pacote de batatas fritas específico (isto acontece mais com pacotes de batatas fritas e esse tipo de aperitivos), a pessoa anda ali a passear com a mão sobre uma panóplia de snacks diversos, a perguntar "é este?" vezes sem conta, como se fosse uma besta que não saiba ler, nem sequer para visualizar aquilo que ele próprio encomendou, não tendo nem um mínimo de conhecimento sobre as coisas que possui à venda no seu estabelecimento. As coisas mais vulgares sucedem quando se pede um pacote de Cheetos - dentro dos Cheetos, as diferentes variedades -, Fritos, 3-D, e demais snacks que surjam durante o ano (nunca sabem o que é, o que leva a indicações "geográficas" precisas de onde se encontra o pacote, ex.: "é esse pacote logo na primeira prateleira a contar de baixo, o terceiro da sua esquerda para a sua direita", ou a descrições do pacote, ex.: "são esses, do pacote cor-de-laranja com as letras brancas dentro da forma vermelha"), quando se pede um pacote de m&m's (deus nos livre sequer de especificar se são de chocolate ou amendoim!) e maltesers (coisa que quase sempre leva a uma procura nos escaparates dos snacks de batata e afins, seguido de um "não tenho disso", o que impõe que se diga "não são batatas, são uns pacotes de chocolate"), ou até quando se pede uma marca de barras de chocolate que exceda os usuais Mars, Snickers, Regina (e tem de ser só dos normais, se for de sabores eles já se perdem logo a procurar), Bounty (desde que se peça "Bu-ó-nti"), portanto, um Nuts, um Jubileu, um Toblerone, ou, algumas vezes, até o mísero Lion.

Senhores: quando encomendarem coisas, ao menos saibam o que têm nos vossos cafés/bares/etc, para não fazerem (mais) figura de parvos.

Espéce décima oitava

Acho que já devia ter colocado esta ulceral espéce, pois de facto faz-me tanta espéce, que muitas vezes até esbracejo a expô-la: faz-me tanta, tanta, mas TANTA espéce as pessoas que não sabem dizer waffle (uá-fâl), dizendo sempre qualquer coisa muito parecida com "wafer" (uei-fâr), portanto, algo ao estilo de "uei-fâl". O facto de a palavra ser escrita com dois ff faz automaticante com que o A tenha um valor fonético mais parecido com o "ah" português, do que com o "ei" inglês, portanto, deve ler-se realmente quase como se lê em português... "uá-fâl", ou, no máximo dos máximos, dar-lhe um valor de "o" e dizer "uó-fâl". Porque até quando tenho de pedir uma porcaria de uma waffle tenho de pensar duas vezes acerca do facto de o energúmeno que me está a atender ir perceber aquilo que estou a pedir, e se ainda por cima vai perder tempo a... "emendar-me" (ex.: "uá-fâl? Ah, uma uei-fâl, certo?") ou trazer-me um queque (muffin - "mâ-fin"), por achar a forma de dizer em inglês mais parecida com a minha forma (correcta) de pronunciar waffles. A sério... aprendam a dizer as coisas, que isto já me faz tanta impressão, que chega a magoar...

Friday, 12 December 2008

Espéce décima sétima

Ora bem, existe este bar na localidade da Foz do Arelho, concelho de Caldas da Rainha, que possui toda uma panóplia de bares na sua marginal, junto da praia, duas ou três discotecas e o único bar de jazz da região Oeste, o Trombone, no centro da vila, onde costumo ir por vários motivos, entre eles o facto de passar música espectacular, ter um ambiente familiar e no entanto sofisticado, bebidas relativamente acessíveis e agradáveis e um atendimento quase personalizado. Acontece que já lá vou há uns anos e obviamente que comecei a desenvolver uma relação de semi-amizade com o dono, o Vítor, e a mulher, a Isabel. Agora, no início, ia lá com pessoas que, tal como eu, apreciam música mas não tocam nenhum instrumento e, para além dos dois anos miseráveis de educação musical, no quinto e sexto anos, não sabemos ler música. Neste momento, o grosso dos meus amigos são músicos ou pseudo-músicos, e faz-me bastante espéce ter de ir ao Trombone e ouvir um caloroso "então, e estes músicos, como é que vão? Bem, músicos, e um emprestado!"

Faz-me espéce ser um "emprestado".

Saturday, 29 November 2008

Espéce décima sexta

É com grande mágoa que relato esta espéce, no belogue faz-me espéce, mas em todo o caso não posso deixar de referir que me deixa imensamente triste e deprimido saber que sou usado e deixo de ser usado seguidamente, tal como uma bola de futebol por algumas pessoas, que ainda por cima se indignam comigo. Ora, esta situação causa-me faz-me imensa espéce...

Friday, 28 November 2008

Espéce décima quinta

Faço parte do grupo de pessoas que fará animação na Vila Natal de Óbidos entre 29 de Novembro e 4 de Janeiro, período no qual seria suposto haver refeições para nós, "trabalhadores/animadores". Faz-me espéce que as refeições sejam apenas sopa, por não haver refeições para todos e portanto apenas a sopa poder ser facultada e, não bastando isto, a cantina estará fechada na hora em que o turno em que trabalho entra para as suas funções e já também encerrada quando estas funções conhecem o seu término. Faz-me espéce não poder comer, portanto, nenhuma sopa durante este período. Uma falta de organização a registar.

Wednesday, 26 November 2008

Espéce (autenticamente) décima-quarta

A minha espéce de hoje continua a ser referente a um evento passado no cinema do CCC (no fundo, no pequeno auditório, transformado, todas as Segundas-feiras, em sala de cinema), desta feita, aquando da minha ida, na Segunda, dia 24 de Novembro, ao mesmo, para ver The Tracey Fragments. O filme é mesmo genial, e desde já aconselho a todos que o vejam, mas não é isso que vem ao caso: o que se passa é que é um filme que requer alguma (muita, aliás) atenção, até porque há regularmente mais de cinco ou seis imagens ao mesmo tempo em ecrã, e ter de me preocupar com legendas não ajuda (felizmente mandei vir o dvd e esse problema das legendas será resolvido), portanto, seria de esperar que quisesse estar descansado, sem ter distracções na sala. Ora, tal não sucede na sala de cinema do Centro Cultural e de Congressos de Caldas da Raínha, pois parece-me que as filas de cadeiras ou não estão bem fixas ao chão, ou já o uso as foi soltando, e se alguém na fila se mexe, todas as cadeiras sofrem represálias desse mesmo movimento. Sucede que, na transacta Segunda-feira, demasiada gente parecia estar, e cito a minha mãe, com bicho-carpinteiro nos glúteos e/ou costas, pois passaram o filme todo a abanar-se, a compor-se, a traçar e a destraçar a perninha, a mexer em casacos, a tirar e recolocar cachecóis. Para além disso, a pessoa que foi comigo não estava claramente a apreciar o filme, até porque só quis ir pela ida aos bares que se seguiu ao visionamento cinematográfico. E, convenhamos, todas estas situações são de fazer uma incrível e comichosa espéce.

A ver se para a semana as pessoas já param quietas com os cuzinhos... ah, e, sim, eu escolhi uma fila quase vazia, mas parece que depois acabou por encher, portanto, não foi culpa minha, só para quem pudesse levantar esta questão.

Wednesday, 19 November 2008

Espéce décima quarta

Antes de mais, faz-me espéce ser supersticioso e ter olvidado a espéce décima terceira, por via de represálias cármicas/kármicas de todo um alinhamento universal não favorável.

Quanto à espéce, em si, é referente ao facto de o meu Windows Media Player 11, através do qual ouço música no computador, e que prezo relativamente mais que o iTunes e/ou o WinAmp devido às informações automáticas que vai fornecendo, se enganar de forma constante e insistente nos nomes dos compositores no último álbum de Dead Combo, por mais que eu o corrija. Na verdade, o que mais me faz espéce é o energúmeno que submeteu as informações ao site gracenote, de onde o dito Windows Media Player retira as informações dos álbuns/artistas/músicas/compositores, pois essa criatura não sabe claramente escrever o nome "Gonçalves", sendo que um dos elementos do duo Dead Combo possui precisamente esse apelido, e dando-se ainda que o grosso das músicas é composto por ambos: Tó Trips e Pedro Gonçalves. Ora, a pessoa interessada em submeter informações, numa ânsia de se antecipar a alguém com uma ortografia mais correcta, apelidou o homem de Pedro "Gonsalves". E ter que andar sempre a substiuir o S por um C cedilhado faz-me muita, mesmo muita espéce.

Monday, 17 November 2008

Espéce décima segunda

Faz-me espéce perceber que há coisas más que são imutáveis. Faz-me também uma enorme espéce que pessoas tenham falado comigo e eu com elas não me lembrando eu, neste momento, de nada.

Saturday, 15 November 2008

Espéce décima primeira

Como primeira intervenção no blogue "Faz-me espéce", devo dizer que esta semana soube da morte trágica de um compositor jazzistico que gosto bastante chamado Esbjörn Svensson. Svensson é conhecido pelo seu trio formado desde 1990, o E.S.T. (Esbjörn Svensson trio), o trio conta ainda com a presença dos músicos Dan Berglund e Magnus Öström. Esbjörn trouxe novos ouvintes do jazz sem comprometer as suas origens jazzisticas. Dizia que "cada album é como um livro, com vários capitulos, para que se ouça por ordem, de inico até ao fim, como uma história". Deste cavalheiro posso fornecer o álbum "Strange place for snow" (2002) do qual devo dizer que está muito bem concebido, e onde explora os potenciais de todos os elementos (piano, contrabaixo e bateria). A mim faz-me bastante espéce que este cavalheiro tenha perecido, ainda por cima de uma forma estúpida (morreu quando mergulhava num lago perto de estocolmo), quando ainda muita coisa tinha para nos dar.

Tuesday, 11 November 2008

Espéce décima

Tendo ontem ido ao cinema ao Centro Cultural e de Congressos de Caldas da Raínha (CCC), para (re)ver o filme Dead Man, de Jim Jarmusch, com Johnny Depp e Gary Farmer - entre toda uma outra panóplia de nomes frequentes nos filmes do senhor Jarmusch - deparei-me com a situação que em si me provoca espéce. Gosto do filme. Dos actores, com certeza, mas muito do realizador. Irei ver o Ghost Dog - The Way of The Samurai, só por ser do mesmo realizador, tal como vi Coffe and Cigarettes pelo mesmo motivo. Gosto do Johnny Depp, garantidamente que sim, gosto de bastantes filmes que vi, com ele nos principais papéis, mas nem por isso me babo com ele. Muito menos sinto um afluxo de sangue à zona pélvica quando o vislumbro. Agora, faz-me espéce que o pequeno auditório do CCC estivesse cheio de meninas malucas de estrogénio, para ver um filme independente, só porque era um filme com o Johnny Deep (sic). Felizmente, o filme também lhes fez espéce, pois sairam da sala a queixar-se que nunca tinham visto uma coisa "tão má". Que é para aprenderem. Pois que o Johnny Deep não faz só filmes comerciais e blockbusters de Hollywood.

N.B.: Clarifico, e espero que, pelo menos para algumas pessoas, de vez: o nome do cavalheiro escreve-se e lê-se DEPP (dois pp, não dois ee) ao invés de "deep" (fundo, profundo). "Dép", não "dip", ok? Grato pela atenção.

Monday, 10 November 2008

Espéce nona

Faz-me espéce ver as crianças (e menos crianças) com necessidades educativas especiais a ser "integradas" no ensino regular, particularmente quando a toda a sua volta existem criaturas ditas "normais" que nada mais fazem, que não seja ridicularizá-las e ostracizá-las. Não, não sou a favor de que essas pessoas fiquem a vida inteira na "redoma" dos serviços especializados, mas esta "integração" (inserir riso sentido) faz-me claramente muita espéce.

Wednesday, 5 November 2008

Espéce sétima

8º B. Pessoas que querem ir para a rua, não querendo antes sair mais cedo, porque o s'tôr deve gostar de se mexer, de jogar futebol, e se não gostar de futebol há-de gostar de basket, se não gostar de basket, caraças, pelo menos há-de gostar de rugby e - deus o não permita! - se não gostar de rugby, sequer, ao menos há-de gostar de correr, saltar em comprimento, em altura. Ora, o que o 8º B não sabe é que, durante o seu tempo de aluno dos segundo e terceiro ciclos e do ensino secundário, o s'tôr abominava educação física - não tendo nunca sentido sequer a sua falta quando deixou de a fazer, ao contrário de muitos dos seus pares. E o que verdadeiramente me faz espéce é o facto de as raparigas do 8º B (que foi quem ficou à conversa comigo no campo de jogos) não perceberem o que é que há para fazer, na vida, além de correr, jogar, saltar, dançar, pontapear esferas ou fazê-las passar por cestos. E ainda me faz mais espéce o facto de lhes ter respondido negativamente à questão "mas o s'tôr ao menos gosta de ver futebol?" e isso ter sido visto como um facto anti-natura.

Se calhar, eu é que me devia fazer espéce a mim próprio, sendo que aqueles pré-adultos fizeram com que o seu universo desportivo parecesse tão comum, normal e ordinário. E pensar isso faz-me, precisamente, espéce.

Monday, 3 November 2008

Espéce quinta

Após uma breve introdução à portentosa turma do 6º C, faz-me espéce que uma aluna, em particular, tenha apenas perguntado se eu era casado, se tinha filhos, companheira ou namorada e me tenha pedido para fazer "assim com as mãos" (ipsis verbis: "Oh, s'tôr, faça assim com as mãos", colocando as mãos de palmas viradas para o seu rosto, de dedos abertos em direcção ao tecto). A Stéphanie faz-me espéce. Muita. E o facto de eu não lhe fazer espéce, tendo ela 14 primaveras, somente, mais espéce me provoca, sobretudo espéce do tipo A, mesmo daquela que causa asco e algum sabor de vómito a surgir na garganta.

Saturday, 1 November 2008

Espéce quarta

Assumo desde já que me faz mesmo muita espéce ficar embriagado nos bares de amigos, particularmente se esses mesmos amigos por lá se encontram. Mais espéce, ainda, me faz se regurgito no mesmo espaço e me vou embora sem ajudar a limpar.

Espéce terceira

O meu telemóvel está com problemas ao telefonar. Não se consegue ouvir bem, nem falar de forma a que a outra pessoa oiça convenientemente, devido às interferências. Faz-me espéce que isso assim seja porque, muitas vezes, digo coisas más que as pessoas não ouvem e, então, voltam a telefonar.

Friday, 31 October 2008

Espece segunda

Este post e criado para informar toda a comunidade e para os prevenir a nao utilizar o segundo macintosh do espaco net em Obidos (Macintosh 2). Faz bastante espece nao poder utilizar qualquer tipo de acentuacao, cedilhas, e inclusive ter de perder muito tempo procurando caracteres como os parentesis ou travessoes. Ter o teclado peparado para um ingles ou americano, faz-me espece, faz sim senhor.

Espéce primeira

Antes de mais, urge informar que abrimos este BELÓGUE no espaço NET da muy nobre e sempre leal villa de raiñas de Óbidos mas, como os PCs (Personal Computers) estavam todos ocupados, tivemos de ocupar os Macs. E, a mim, pessoalmente, faz-me espéce este teclado, pois se mostra rijo em demasia e não me dá jeito para escrever.